TERÇA ABERTA FEVEREIRO DE 2021 – 36ª EDIÇÃO


TERÇA ABERTA FEVEREIRO DE 2021 – 36ª EDIÇÃO

No primeiro TERÇA ABERTA desse ano convidamos 3 artistas para compartilharem suas experiências artísticas e trajetórias de pesquisas: BIA REZENDE, JONATAN VASCONCELOS E PEDRO ATHIÉ

Esse TERÇA ABERTA inaugurou um novo formato – com apresentações ao vivo da artista e dos artistas, captadas no Kasulo Espaço de Cultura e Arte e transmitidas pelo Instagram da Cia. Fragmento de Dança. Em seguida, a transmissão da conversa com mediação de Vanessa Macedo e Janaína Leite se deu da mesma forma.

A sequência da noite foi:

IMPULSOS NOTÁVEIS
Jonatan Vasconcelos

Sinopse

“Impulsos Instáveis” é um processo de pesquisa solo, na qual o intérprete busca entender os dispositivos que impulsionam o seu mover. Seja um mover intuitivo que expurga em resposta de tudo que o afeta, aflige, provoca, revolta… Ou um mover em projeção ao processo de construção do seu eu, ao perceber a sua individualidade, potencialidades, e modos de ver e agir no mundo. Refletir sobre a sua masculinidade ao se desvencilhar de um cultura machista condicionada pelo patriarcado, e por fim, buscar novas possibilidades de se reinventar, resistir e reexistir.

Ficha técnica

Intérprete criador – Jonatan Vasconcelos

Captação de imagem – Thainá Souza 

Trilha sonora – Vitor Moreira

Figurino – Adélia Aurora

Fotografia – Thainá Souza

Minibio

Jonatan Vasconcelos, 24 anos. Artista da dança contemporânea com influências em danças urbanas, intérprete criador-bailarino, educador, e instrutor de yoga. Iniciou seu desenvolvimento artística em 2013, no Programa Vocacional. Se formou em dança pelo Projeto Núcleo Luz-Ciclo II (2016-2018). E em Yoga pela Associação de yoga Ananda Marga (Jan 2020). Atualmente segue se especializando no curso de Terra Vinyasa Flow Yoga (08/20 – 04/21). Como intérprete bailarino integra a Jorge Garcia Companhia de Dança, Grua-Gentlemen de Rua, e Cia Diversidança. Já como intérprete criador, faz parte da direção coletiva do Núcleo Disparador que se formou a partir do Trabalho de Conclusão de Curso do Núcleo Luz Ciclo II.


Preta demais pra ser branca, branca demais pra ser preta

Bia Rezende

Sinopse
O projeto de embranquecimento da população não é novidade. As insistentes e intencionais de apagamento da negritude vem, com o passar do tempo, se reformulando, porém continuam forçar conceitos como o mito da democracia racial usando a mestiçagem como subterfúgio. Em 1901, João Batista afirmou que em 100 anos não haveriam mais negros no Brasil. Resistimos. Continuamos a existir. Somos o país fora do continente africano com maior quantidade de negros. Porém hoje vivemos ainda sequelas, até mesmo feridas abertas, por consequência das incansáveis tentativas de apagamento dos corpos negros no país. A falta de alto conhecimento, o sentimento de não pertencimento, acompanham muitas pessoas negras, mas é preciso olhar pra si. Cresci ouvindo que eu era “preta demais pra ser branca e branca demais pra ser preta, mas como diz Victoria Santa Cruz, um dia “me gritaram: Negra! E eu respondi!”.

Ficha técnica
Poema de Midria, performance, composição, edição musical e produção de Bia Rezende

Minibio
Assistente Social e Pós-Graduanda em Psicologia Social e Antropologia, Bailarina, professora e coreógrafa, atuante das danças urbanas e contemporânea há 13 anos, e profissionalmente há 7. Com experiência como bailarina nos Estados Unidos, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul em tour com o coletivo GX International, professora de aulas regulares há 7 anos e coreógrafa de projetos sociais.

Ação para desembrutecer: A Língua é um Mapa Imenso
Pedro Athié

Sinopse

Paul B. Preciado marca: o sujeito fabricado pela pandemia no “tecnopatriarcado” neoliberal é um sujeito sem mãos e sem pele. Este corpo busca se atualizar nesse trabalho, imaginando uma instalação, em meio à multidão. Ao mesmo tempo em que, obsessivamente, organiza um atentado ao sujeito “embrutecido”. O performer se revela no entre tentativas, a partir de uma confissão, e também do metal, da saliva, e do fracasso. Salivar um trajeto e beirar a presença como se beira o precipício.

Ficha técnica

Criação, texto, som e performance: Pedro Athié

Minibio

Pedro Athié, é performer e artista visual. Trabalha entre os campos do vídeo, da performance e da dança. Formado em Cinema pela FAAP (2016). Técnico em artes cênicas e especialização em “Corpo: Performance, Dança e Teatro”, pela Escola de Artes Célia Helena (SP). É artista colaborador do Núcleo Cinematográfico de Dança (SP) e Teatro da Matilha (SP) e criador-gerador da ocupação artística de rua “Tesãozinho Inicial” desde 2016.

CURADORIA E MEDIAÇÃO: Janaína Leite e Vanessa Macedo

PRODUÇÃO: AnaCris Medina e Cia Fragmento de Dança

“Esta atividade foi realizada com apoio da lei “Aldir Blanc”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s